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A inteligência artificial não consegue fazer tudo sozinha: por que os consultores de viagens são mais essenciais do que nunca

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Robin Lawther

A afirmação de que a inteligência artificial acelerará o declínio dos consultores de viagens rende uma frase de efeito sensacionalista, mas está completamente equivocada. 

 

A realidade? O setor de consultores de viagens veio para ficar, mesmo nesta nova era da inteligência artificial. Seja como for, os consultores demonstraram seu valor nas últimas décadas, mas especialmente no cenário de viagens cada vez mais complexo da atualidade. 



A história já nos contou essa narrativa.


Com o surgimento da internet, muitas pessoas previram o fim das agências de viagens. Em seguida vieram os sites de reserva, e novamente a narrativa era de que os consultores estavam com os dias contados. Mesmo durante a pandemia do Corona vírus, quando tudo migrou para o online, muitos questionaram se o contato humano ainda faria diferença. 

 

No entanto, os consultores se adaptaram. Eles se tornaram mais experientes em tecnologia digital, atenderam clientes nos seus canais preferidos e guiaram viajantes em meio a uma complexidade sem precedentes. Hoje, eles continuam sendo indispensáveis. A inteligência artificial é simplesmente o próximo capítulo dessa evolução. 



Inteligência artificial que trabalha com os consultores, e não no lugar deles.


A inteligência artificial está em toda parte. O entusiasmo é real, mas a oportunidade também. 

 

A inteligência artificial se destaca em inspiração e aceleração. A ferramenta consegue sugerir rapidamente ideias de viagens com várias paradas, mapear rotas eficientes, resumir avaliações e destacar tendências de destinos, agilizando as decisões sobre onde ir e o que fazer. Mas viajar não é apenas uma questão de logística, é algo profundamente pessoal. Trata-se de alinhar preferências únicas, resolver desafios atípicos e criar experiências que realmente cativem. É aí que a experiência humana se destaca.

 

Pense nas 3 fases críticas de uma viagem: planejamento, reserva e suporte. 

 

Planejamento: a inteligência artificial é forte na idealização de itinerários complexos, combinando destinos, pontos turísticos e ritmo. O que também não consegue fazer tão bem é traduzir a inspiração em um plano reservável que se encaixe nas restrições específicas de um viajante (orçamento, tempo disponível, acessibilidade, nível de programa de fidelidade, necessidades familiares) ou ponderar aquelas compensações sutis que só a experiência de um consultor pode proporcionar. 

 

Reserva: é aqui que a junção dos componentes da viagem se torna difícil. Coordenar passagens aéreas, hotéis, trens, seguros, atividades e traslados entre diferentes fornecedores, e fazê-los funcionar em conjunto, é uma tarefa complexa. Em hotéis, em particular, a escolha é repleta de nuances e altamente pessoal: tipos de quarto, roupa de cama, vistas, ambiente no local, cultura de atendimento, reconhecimento para clientes de elite, ocasiões especiais e peculiaridades da propriedade. Os consultores trazem o discernimento e os relacionamentos necessários para acertar. 

 

Suporte: quando os planos mudam ou surgem crises, como as climáticas, de saúde ou eventos geopolíticos, os consultores são os heróis. Eles defendem os viajantes, lidam com as políticas dos fornecedores e resolvem problemas com empatia e rapidez de maneiras que a inteligência artificial sozinha não consegue igualar. 

 

Em última análise, a inteligência artificial acelera a descoberta e as opções, e os consultores são os que irão orquestrar os detalhes, otimizar o valor e fornecer o julgamento humano que transforma uma boa viagem em uma viagem inesquecível. 



Por que isso é importante para consultores e viajantes


Usada com cuidado, a inteligência artificial pode mudar o jogo. Para os consultores, isso significa economizar tempo, reduzir a burocracia e focar na personalização. Para os viajantes, isso significa um atendimento mais rápido e recomendações mais inteligentes. Mas o uso indevido pode corroer a confiança, comprometer a privacidade e levar a resultados genéricos. A chave é o equilíbrio: inteligência artificial como assistente, não como substituta. 



O setor está se transformando rapidamente


As estatísticas mais recentes nos dizem: 

  • 65% dos investimentos em tecnologia no setor de viagens agora são destinados à inteligência artificial.
  • Em 2025, 39% dos viajantes dos EUA usaram inteligência artificial generativa para planejamento de viagens, quase o dobro do ano anterior.
  • 70% das empresas de turismo utilizam inteligência artificial para precificação e personalização. 

 

A inteligência artificial não está a caminho: ela já está aqui. A questão é: como os consultores podem aproveitar isso para se manterem competitivos? 



5 prioridades para consultores em 2026


  1. Use a inteligência artificial como uma ferramenta estratégica: pesquise, otimize itinerários e descubra insights, liberando tempo para um atendimento personalizado.
  2. Invista ainda mais em personalização: a inteligência artificial carece de inteligência emocional. Os consultores que conhecem profundamente seus clientes sairão vitoriosos.
  3. Crie experiências complexas e de alto valor: viagens com várias paradas, viagens rápidas de luxo, viagens de aventura, este é o território dos consultores.
  4. Seja o solucionador de problemas confiável: quando ocorrem interrupções, empatia e conhecimento especializado importam mais do que algoritmos.
  5. Mantenha-se à frente da concorrência: experimente novas ferramentas. Os consultores que aprenderem mais rápido estarão na vanguarda. 

A visão do Expedia TAAP sobre a inteligência artificial: inteligência artificial que trabalha com você, não no seu lugar.


No Programa de agentes de viagens afiliados da Expedia (TAAP), acreditamos que a inteligência artificial deve aprimorar o toque humano, e não substituí-lo. Estamos criando ferramentas que tornam os consultores mais eficientes e impactantes, desde perguntas e respostas com inteligência artificial sobre a propriedade e avaliações resumidas de hóspedes até recomendações personalizadas. Nosso agente virtual já resolve 60% das solicitações de atendimento automaticamente, economizando tempo e melhorando a experiência do cliente. 

 

E estamos apenas começando. Nosso objetivo é tornar o Expedia TAAP uma experiência mais conectada, integrando-o às ferramentas que os consultores já utilizam e criando um ecossistema onde a inteligência artificial seja como um copiloto de confiança. 

 

O futuro não é inteligência artificial contra humanos. É a inteligência artificial e os humanos trabalhando juntos para redefinir as viagens. Os consultores que adotarem essa tecnologia, investirem ainda mais na sua especialização e construírem relacionamentos autênticos prosperarão. A próxima era das viagens pertence àqueles que combinam o melhor dos 2 mundos.



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Retrato de Robin Lawther. Vice-presidente do Expedia TAAP e Desenvolvimento de Negócios

Robin Lawther

Vice-presidente do Expedia TAAP e Desenvolvimento de Negócios

 

Robin Lawther, vice-presidente do Programa de agentes de viagens afiliados (TAAP) e Desenvolvimento de Negócios da Expedia, é um líder versátil com um histórico comprovado na liderança de equipes nas áreas de estratégia, operações e comercial. Com vasta experiência como consultor de gestão na indústria de viagens e 10 anos em diversas funções de liderança B2B no Expedia Group, Robin utiliza seu profundo conhecimento do setor de viagens de varejo e aplica sua expertise para impulsionar iniciativas estratégicas e o crescimento do Expedia TAAP. Reconhecido especialista no assunto, Robin permanece na vanguarda, moldando a visão do TAAP e priorizando consistentemente os consultores de viagens para garantir que a empresa possa oferecer experiências de classe mundial aos viajantes que atende.



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